
Unam Sanctam
Argumento doutrinal
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Julgamos, portanto, oportuno reunir-nos em uma associação de clérigos e leigos com o fim de trabalhar de modo eficaz, com toda a circunspecção e determinação necessárias, pela reunião de um Concílio Geral da Igreja, a fim de examinar seriamente os problemas suscitados pelos pretendentes ao papado que nos impuseram reformas destrutivas as quais em breve teriam concluído a ruína da Igreja de Cristo, se isso fosse possível. Cremos firmemente que a Providência divina quer necessariamente que a Igreja seja governada por um verdadeiro Sucessor de Pedro. Rejeitamos a passividade que se instalou no clero a este respeito e esperamos ver nossos irmãos unirem-se a nós neste empreendimento, que só poderá realizar-se com a cooperação deles.
Acolheremos de bom grado em nosso meio todos aqueles que reconhecem o grave problema que atualmente aflige a cabeça da Igreja e que desejam unir suas orações, sacrifícios, esforços, talentos e esmolas para diligenciar as circunstâncias necessárias à ação da Providência.
Unir-se a nós não significa aderir a um novo grupo.
Unir-se a nós também não significa comprometer-se a participar de um Concílio Geral que venha a ser organizado de um modo apressado e desordenado.
Unir-se a nós significa simplesmente trabalhar para fazer avançar a causa de um Concílio Geral legítimo, a fim de remediar a situação da Igreja.
Nossa união, apesar de todas as nossas diferenças, inspira-se na união dos cristãos durante a Batalha de Lepanto. As diversas partes rivais, compreendendo o perigo que ameaçava a Cristandade, uniram-se para enfrentar o inimigo comum, não obstante suas numerosas divergências políticas. Disso resultou a grande vitória sobre os maometanos que todos conhecemos. Dessa forma, esperamos que a união das diferentes alas da verdadeira Cristandade possa inspirar-se, nestes dias sombrios que vivemos, na sabedoria de nossos Pais na Fé. O inimigo de hoje não é um inimigo externo, mas antes um inimigo que penetrou no interior das próprias instituições da Igreja Católica.
Ora, a Igreja tem o dever de expulsar os hereges de suas fileiras.
O título deste sítio eletrônico – que será nosso principal instrumento de trabalho e nosso ponto de convergência – foi escolhido para expressar, concomitantemente, nossa recusa em abraçar a nova religião e nossa determinação em rejeitar a dispersão do rebanho de Cristo em uma variedade de pequenas Igrejas autocéfalas.
Unam Sanctam (Una e Santa): A Igreja é una, não apenas de uma unidade de Fé e de Sacramentos, mas também de governo. Ela é santa, isto, não é o agrupamento de todos aqueles que professam diversas heresias, mas somente daqueles que professam a verdadeira Fé católica.